Informações sobre a Sede do Convênio da Universidade de Tübingen em Porto Alegre e do projeto de pesquisa na Floresta com Araucárias

No campus da PUCRS em Porto Alegre está instalada a Sede do Convênio da Universidade de Tübingen, um laboratório para ser utilizado por colaboradores em projetos conjuntos. De lá são cerca de 170 km até a área de proteção da Floresta com Araucárias, em uma altitude de 800 a 1.100 m sobre a Serra Geral, no município de São Francisco de Paula. A partir de 1992 foi iniciada a compra das terras, financiada com apoio da firma A. Stihl. Em 1996, no meio da área de proteção foi instalada uma estação ecológica, cujos custos da construção foram financiados em parte pela Fundação GEO de Hamburg. Na estação de pesquisas há laboratórios simples, uma sala para seminários e práticas, assim como acomodação e alimentação para até 65 pessoas.

 

Localização da área de pesquisa

Localização da área de pesquisa

 

O projeto de pesquisa da Floresta com Araucárias tem critérios interdisciplinares. Além dos grupos de trabalho da Universidade de Tübingen, a Universidade de Engenharia Florestal de Rottenburg também está participando. A PUCRS, com seu instituto ambienta (IMA)l, é a organização mais importante neste projeto. As Universidades Federais de Porto Alegre e de Santa Maria também estão presentes.

Os temas de pesquisa são os seguintes:

  • Relações interespecíficas entre animais e plantas no ecossistema Mata com Araucária.
  • Diversidade genética e ecofisiologia de Araucaria angustifolia.
  • Reflorestamento natural das Matas com Araucária.

Os projetos relacionhados à zoologia pertencem predominantemente ao tema 1. O principal ponto analisado é a função e contribuição dos insetos na estabilidade dos ecossistemas da Mata com Araucárias. As abelhas realizam a tarefa chave de polinização de árvores de angiospermas, garantindo com o transporte de pólen o desenvolvimento de sementes e frutos.

Formigas e percevejos são os principais predadores que fazem o controle de invertebrados herbívoros. O papel dos cupins consiste na reciclagem e difícil decomposição da biomassa. Um levantamento das potenciais pragas de araucária é a condição inicial para supervisionar o experimento de reflorestamento. Os primeiros resultados comprovam, que não ocorre corte de folhas pelas formigas quando é feito o reflorestamento natural, ao contrário do que mostraram os plantações com monoculturas de araucária.

Finalmente é analisado o espectro de espécies e a ecologia da fauna de anfíbios, que na floresta sulbrasileira com araucárias mostram uma notável riqueza de especies.

A meta das três áreas a serem pesquisadas é produzir informações científicas sobre o ecossistema da Mata com Araucárias, que até o presente momento é pouco conhecido. Tais informações são indispensáveis para a preservação do resto de floresta ainda disponível, e para o reflorestamento natural de áreas altas, raramente aproveitáveis de outra maneira, e que no passado foram cobertas pela Floresta com Araucárias. A estabilidade e sobretudo a capacidade de regeneração das florestas tropicais depende de muitas condições locais, em grande parte não conhecidas, e também depende das relações de trocas entre animais, plantas e microorganismos, que hoje estão em foco nos trabalhos científicos.